Depois de uma semana de glórias, elogios mil… muita adrenalina… bebidas p/ comemorar o sucesso de 2 megas campanhas publicitárias entregues… enfim uma equipe redondinha e feliz… o que acontece depois?
Se tudo entregue, todos felizes = posso respirar, tirar a máscara de profissional perfeita e muito eficaz… e ter minha vida, certo?
Tudo OK se eu tivesse avisado ao meu corpo que daria uma parada… eu esqueci de mandar e-mail p/ cérebro, vejam só.
Sábado lindo: fui ao orfanato cuidar e brincar com minhas crias preferidas… tb fui à feira, comi legumes, não bebi… dormi, vida normal e saudável.
Domingo lindo, parte II: dormi até mais tarde, não exagerei na comida, assisti TV aberta e ri muito com as atrocidades da programação…
Segunda: acordei doente… enjoada, muitas dores no corpo do tipo tomei uma surra… dor na pele de machucar passar o desodorante… desmaiei 2x… paguei mico… tentei trabalhar mas tive que voltar…
Fui p/ pronto socorro… fiquei horas na fila e não fui atendida. Fui REJEITADA, pq meu plano de saúde de POA não tinha cobertura naquele hospital.
Mudei de pronto socorro, mas dessa vez fui mais esperta e já fui REJEITADA de cara, sem ficar na fila…
Voltei p/ casa e decidi curar a “doença” a base de água e aspirina… como grande parte da população.
Me senti muito fragilizada, excluída do sistema de saúde, sozinha.
Hoje estou ótima, como se nada tivesse acontecido, mas certamente a experiência e o exercício de humildade ficarão registrados.
A gente não é nada sem saúde… NADA… não tem parabéns, tapinha nas costas, campanha entregue no prazo que façam valer o trauma de ontem.
Será que precisei passar por tudo isso p/ entender? Pior… será que aprendi?
Vamos à luta!
Bejo